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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Pastor preso no Rio é indiciado por ameaça a testemunhas em processo por tráfico


  • Uanderson Fernandes/Agência O Dia/Estadão Conteúdo
    Pastor Marcos Pereira da Silva participa de culto da igreja evangélica Assembléia de Deus dos Últimos Dias em São João de Meriti Pastor Marcos Pereira da Silva participa de culto da igreja evangélica Assembléia de Deus dos Últimos Dias em São João de Meriti
O pastor Marcos Pereira, da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, preso acusado de estupro; seu filho Felipe Madureira da Silva; e três integrantes de sua igreja, Uanderson Renato da Silva, Lúcio Oliveira Câmara Filho e Daniel Candeias da Silva, foram indiciados nesta quarta-feira (22) por coação de testemunhas no curso de um processo que investiga uma suposta ligação dos cinco com o tráfico de drogas.

De acordo com o delegado Delmir da Silva Gouvea, titular da 64ª DP (São João de Meriti), o inquérito será encaminhado para o Ministério Público ainda hoje. A polícia começou a investigar o pastor há pouco mais de um ano, a partir de acusações que o coordenador da ONG AfroReggae, José Júnior, fez sobre o suposto envolvimento de Marcos Pereira com tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Ao longo das investigações, a polícia descobriu que o pastor teria estuprado algumas fiéis, entre elas três menores de idade.

Desde o dia 8 de maio, o pastor está preso no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio de Janeiro, por conta das acusações de abuso sexual. Ele é investigado ainda pela suposta participação em quatro homicídios, esquemas de lavagem de dinheiro e organização de orgias com menores de idade em um apartamento em Copacabana avaliado em R$ 8 milhões e registrado em nome da Assembleia de Deus dos Últimos Dias.
As pessoas eram chamadas para cultos, mas Pereira as forçava a participar da orgia para "serem purificadas", segundo o delegado. O policial disse ainda que o pastor costumava agir com violência, e que obrigava mulheres a fazer sexo com mulheres e homens a transar com homens.

Um dos assassinatos no qual Marcos Pereira estaria envolvido seria o de uma jovem que descobriu as orgias e teria tentado denunciá-lo. Um sobrinho do pastor também estaria envolvido nesta morte.

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Fotos em rede social

Na manhã desta quarta-feira, o irmão do pastor Marcos, Allan Marinho dos Santos, compareceu à delegacia, mas não prestou depoimento. Segundo o delegado, ele se resguardou ao direito de falar apenas em juízo.
O irmão do pastor foi intimado a depor por ter colocado, na internet, fotos de vítimas e testemunhas que acusam o religioso de estupro. A polícia informou que contra ele há quatro registros de injúria e ameaça, que serão encaminhados ao Jecrim (Juizado Especial Criminal).
Marcos Pereira ganhou notoriedade por ajudar na reabilitação de dependentes químicos e resgatar criminosos ameaçados de morte por traficantes. Em 2004, ele negociou com detentos o fim de uma rebelião em um presídio no Rio de Janeiro.

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Ele chegou a trabalhar junto com a ONG AfroReggae, que se dedica a recuperar moradores de favelas que tiveram envolvimento com o tráfico de drogas. A parceria terminou em fevereiro de 2012, quando José Júnior, em entrevista ao jornal "Extra", acusou o pastor de ter ordenado os ataques realizados por traficantes contra policiais do Rio, em 2006 e 2010. Pereira negou as acusações e processou Júnior por calúnia e difamação, mas o processo foi extinto pela Justiça.


 
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